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sábado, dezembro 3, 2022
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Nova bomba de combustível com criptografia dificulta adulteração

Tem dois jeitos mais comuns de adulteração de combustível. O mais comum é o conhecido como “bomba baixa”, quando envia ao carro menos combustível do que está sendo pago. É como se, de cada litro pago, só 900 ml chegasse ao tanque do caro. Outra forma de adulteração é no próprio combustível, misturando água (no caso do etanol) ou solventes ou mais álcool (no caso da gasolina). Ou seja, paga-se pelo litro do combustível de qualidade, mas o abastecimento é feito com um combustível “diluído”.

De acordo com a revista Quatro Rodas, a bomba Prime S, da fabricante Gilbarco Veeder-Root, promete acabar com esses dois tipos de adulterações e permite até que as informações sobre a qualidade do combustível estejam na nota fiscal.

Essa bomba foi lançada no final de 2020 e é compatível com a certificação digital das bombas, um sistema que vem sendo implantado pelo Inmetro. Consiste em usar um pulser (um medidor eletrônico) na bomba do posto para verificar se a quantidade de energia gerada pelo equipamento é compatível com o volume de combustível colocado no tanque do veículo. Uma CPU assina digitalmente os dados de medição.

A Prime S ainda usa criptografia assimétrica na transmissão de dados entre o pulser e a CPU, que, de acordo com a fabricante, é onde são feitos os desvios ou manipulações dos dados (e isso pode ser, desativado remotamente).

A partir deste ano a mesma bomba ainda poderá ser integrada a uma sonda de monitoramento de densidade do combustível, a sonda Mag D. Todo combustível tem uma densidade padrão determinadas pelos órgãos.

A sonda garante que o produto se encontra de acordo com as especificações, também em função da temperatura do combustível, e envia as informações para o ponto de venda do posto. A densidade do combustível é registrada na nota fiscal. Mas isso ainda fica a critério do posto, não é obrigatório.

Novas bombas são obrigatórias
A troca das bombas de combustível pelas novas, com certificação digital, se dá de três formas: ou em caso de fraude comprovada, ou se for preciso substituir a bomba em função da sua data de fabricação. A Portaria nº 516/2019 prorrogou os prazos para a substituição das bombas em função da sua data de fabricação. A troca de todas elas pode demorar quase 10 anos.


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